Análise 100% imparcial, o jogo é sim acima da média, mas tem potencial pra ser bem mais o que o apresentado. O modelo da Eve de fato é a coisa mais chamativa, mas o gameplay, trilha sonora e chefes são muito bons, dá para notar um esforço grande em tornar o jogo divertido e não só um fanservice. A história tem um potencial absurdo abordando dilemas como o que é humanidade, moralidade entre outras coisas, mas isso fica apenas na superfície e não há um mergulho profundo nesses temas de forma que gere um engajamento por parte do jogador. Os chefes tem apelo visual, sonoro e no gameplay, mas não tem apelo emocional. O democrawler por exemplo, tem uma música letrada ESTUPENDA, um moveset bacana mas não tem nenhuma relação pessoal com os personagens principais. A penúltima chefe do jogo é difícil e apelativa, e diferente do democrawler tem um apelo emocional, mas é fraco, pois ela aparece por pouco tempo na história e seus trejeitos são muito clichês e exagerados. O Único chefe que tem uma ligação emocional forte com o elenco principal, é o último chefe, pois ele é presente, tem uma trilha sonora ESPETACULAR, trás um dilema interessantíssimo, e é imponente. Gostaria que os outros chefes do jogo compartilhassem dessas características. Sobre o gameplay, tentaram fazer um dark souls misturado com metal gear rising. Vi pessoas comparando com Bayonetta, mas só acho que faz sentido a comparação de que os dois jogos tem personagens apelativas. O combate é bem mais cadênciado, misturando esquiva, parry, espadadas e tiroteio, sinto que por pouco não colocaram um sistema de stamina no jogo. Na minha opinião é competente mas é um meio termo que não me agrada muito, ficou nítido que estão experimentando mecânicas para jogos futuros.
Stellar Blade entrega uma experiência de ação de altíssima qualidade, destacando-se por um sistema de combate refinado e visuais deslumbrantes, o jogo é um deslumbre técnico, ele se tornou uma das melhores vitrines de tecnologia, rodando com uma nitidez de imagem, combate é, de longe, o ponto mais forte. Ele não é um hack 'n slash "esmaga botão" genérico; é uma mistura precisa de Sekiro (focado em parries/aparagem) com a fluidez de Bayonetta, onde acertar o tempo da esquiva perfeita ou de um parry gera uma sensação de recompensa imediata. A história é funcional, mas um pouco previsível e rasa. Eve e seus companheiros não têm tanta profundidade emocional, servindo mais como veículos para a ação. existem áreas semi-abertas interessantes, o platforming (pular entre plataformas) pode ser um pouco travado e impreciso às vezes. As musicas por muitas vezes são aquele Kpop genérico mas entregam personalidade ao jogo, e os efeitos sonoros são perfeitos.